A mais bela, a mais pura e a mais duradoura glória literária de prosa da blogosfera

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segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Toca a animar!!


Todos os santos meses vem a lume uma notícia baseada num qualquer estudo sociológico sobre a (in)felicidade do povo português. Já se perdeu a conta a quantas vezes se disse em pleno horário noticioso que somos todos uma cambada de pessimistas e que, em comparação com outro povos europeus, não somos tão felizes. Pudera…!
Mas enfim, contrariando essa aparente inevitável tendência, até o IKEA já publicita que a felicidade vem de dentro (no caso deles, de dentro de casa, especialmente quando mobilada com tralha da loja) deixando pendente a ideia que acabamos por ser infelizes, não porque não tenhamos outra opção, mas porque não sabemos procurar a verdadeira felicidade.
Quem trabalha não gosta do que faz ou simplesmente sente que o interesse de outrora se perdeu e quem não trabalha deprime e desespera porque os longos meses sem objectivos concretos deitam abaixo o mais optimista dos seres humanos. Uns acreditam que têm motivos mais que suficientes para viver uma vida cinzenta e doentia, outros acreditam que a felicidade se retira das pequenas coisas que compõem o dia e há ainda os que maldizem a felicidade dos outros porque simplesmente ainda não descobriram como se faz para se sentirem igual.
Recentemente li um livro sobre motivação humana. O livro chama-se Drive e considerem sugerido. Nele está provado que, em parte, o interesse e o gosto que inicialmente se tem pela prática de uma actividade profissional se perdem no tempo devido a falhas de gestão e que olhamos para aquilo que move o Homem de uma forma errada, sendo por isso que progressivamente nos vamos tornando em profissionais desanimados e desinteressados pelo que fazemos diariamente.
Para quem se move nas artes a motivação pode ser constante, desde que preservado o espaço adequado para se criar sem entraves, sem pressões, deixando-se apenas que o “dom” flua e surjam as obras mais ou menos primas. E para os outros? Para os que o trabalho não tem tanto que ver com a optimização do funcionamento do lado direito do cérebro e se vêem presos a rotinas enfadonhas e desnecessárias de criatividade? O livro dá algumas ideias, mas eu já pensei em alternativas igualmente viáveis.
Portugal está repleto de propulsores de alegria para quando chega aquela hora do dia em que olhamos de cima para nós mesmos e nos vemos desanimados e tristes. É ela que chega quando a festa está a cair na monotonia pronta a levantar a moral de todos e levar os pés de chumbo a provar a leveza do ser e que, certamente não deixará mal um escritório onde entoam os mais harmoniosos suspiros e bocejos. Como é segunda-feira, dia escolhido por tantos para se praguejar a infelicidade de mais uma semana de trabalho, deixo uma outra sugestão para despertar existências.


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