A mais bela, a mais pura e a mais duradoura glória literária de prosa da blogosfera

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segunda-feira, 23 de maio de 2011

"A quanto está o servicinho?"

A crise… Ai a crise meus amigos, ela está aí! Não se vê, não se cheira (graças a Deus) e não se sente com as mãozinhas, a não ser quando se procuram umas notas chorudas na carteira e não se encontram. E, talvez se veja quando se entra no Continente (sim grande superfície comercial, é de ti que falo, não tens de agradecer) e se vêem as prateleiras dos produtos de marca branca completamente esgotados. Ah! E talvez se cheire na boca dos transeuntes, que ao preço que a própria pasta de dentes está não tarda a que se reflicta na higiene oral dos menos dados às limpezas. Mas não interessa, ela está aí e toda a gente sabe disso.

Há entendidos na matéria das Economias que anunciam uma quebra sem precedentes no consumo das famílias nos próximos tempos. Por isso acabaram-se as sapatilhas de marca meus meninos! Nada de se armarem em criancinhas egoístas e impertinentes, a vida está má mesmo! Em muitos lares veremos uma sardinha dividida por três e pão e azeitonas a acompanhar, como em tempos idos, de verdadeiras e drásticas crises.

Se calhar está na hora de pensarem em cortar nas idas ao cinema, cuja bilhética também está pela hora da morte e esquecerem esses caprichos de gastar centenas de euros em idas a festivais pelo país, que vos custam os transportes e a alimentação e sabe-se lá que mais (a menos que realmente não vos faça falta o dinheirinho para o resto). São pequenas dicas meus amigos, não têm que agradecer. Porque o que a crise tira com uma mão dá com a outra!

Pois que fica complicado aos prestadores de serviços de segunda necessidade combater esta malfadada quebra de consumo será fácil de imaginar, já que nos fomos habituando ao longo de décadas a gastar mais do que tínhamos ao nosso dispor, sempre em nome do “que não te falte nada!”. Atendendo a este panorama lúgubre e cinzento do qual só nos esquecemos porque lá fora está sol, as prostitutas começam a ceder aos pedidos da clientela para baixar os preços dos seus serviços. Ora, se o cliente tem sempre razão e, ainda por cima, tem pouco dinheiro, há que dar uma mãozinha (ou até algo mais) e fazer, com jeitinho, um agrado no custo final do serviço. Todos saem bem desta equação, embora um pouco mais lisos na carteira.

Ao que parece, o negócio da prostituição não obedece a restritos critérios de comercialização sendo, portanto, considerada uma flutuação variante dos preços, consoante a situação económica social. O que me leva a questionar: se eu pagar menos a uma empregada de limpeza, ela se calhar limpa-me mal a casa…será que, face ao regateio do preço, o cliente não será vítima de um decréscimo na qualidade do serviço?

Como diz a cara colega Marquesa: a vida está mal…! Neste caso, até para as prostitutas.




1 comentário:

Lord Nelson disse...

Chère Madame,

Não há dinheiro? Quase que me caía o monóculo...

Como dizia o meu bom amigo Monsieur de la Palisse só os pobres é que não têm dinheiro!

Ora vamos a gastar! É tudo à grande... xD