A mais bela, a mais pura e a mais duradoura glória literária de prosa da blogosfera

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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Mon AMI

A república aos 100 anos
Imagem não aprovada pelo Dr. Carlos




O Opinador de Veludo acaba de tomar conhecimento de mais um corredor para a corrida a Belém. Trata-se, caro leitor, do Sr. Dr. Fernando, o Nobre, que quer ser Presidente da República. Mas quem é este nobre Nobre? perguntará o leitor.
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Trata-se do Presidente da AMI, que vem falar à televisão sempre que há uma desgraça lá longe. Qualificações para o cargo? Desconheço… Apoiantes? Desconfio… Posicionamento político? Oscilante… (entre BE e Mário Soares)
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Esta terá sido a melhor notícia que o Prof. Cavaco recebeu desde que lhe disseram que tem um novo anti-vírus nos computadores da presidência…
E assim é porque esta candidatura ao situar-se no centro esquerda, vai dividir aquele eleitorado soarista que não votaria de forma muito feliz no Sr. Alegre. Será este o candidato da preferência do Dr. Soares? (o Opinador lembra que o Dr. Nobre apoiou o Dr. Soares em 2006)
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Agora uma pergunta para o Bloco de Esquerda: vós haveis apoiado o Sr. Alegre, não é verdade? E agora? É que convém não esquecer que o Dr. Nobre apoiou-vos nas últimas eleições europeias…
Segundo o Público o candidato anunciará a sua candidatura na sexta-feira. Desta tribuna lançamos um apelo:
- Sr. Dr., Sr. Dr., anuncie já!
- Já? – perguntais vós
Já! – dizemos nós. E ao fazê-lo entraria para a história como o primeiro cidadão a anunciar a candidatura à Presidência portuguesa, a partir do Senegal, país onde se encontra. N’ Opinador vamos seguir atentamente esta corrida. Apenas na sexta-feira conheceremos quais os motivos e as propostas que movem o candidato. Por agora sabemos apenas que foi uma “decisão de fundo que [tomou] enquanto cidadão independente e em nome dum imperativo moral e de consciência para Portugal”.
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Esta metade do Opinador não se situa à esquerda do espectro político nacional – o que talvez não seja novidade nenhuma. E esta metade confessa a sua incapacidade de perceber como é que a esquerda não se consegue unir em torno de um só candidato, mesmo quando existe um “inimigo comum”… Talvez a esquerda seja um mito e o que exista sejam muitas pequenas esquerdas…
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Este centenário da república está a revelar-se muito mais interessante do que alguma vez imaginou este vosso amigo.

1 comentário:

Luísa disse...

x)
ia comentar mas perdi as palavras quando te referiste ao teu posicionamento no espectro político nacional x)